Quilt de bondade!

Andreza Boal
Costureira de Histórias
24/03/2016
EntreLINHAS
07/04/2016
“Os pioneiros que se estabeleceram no Oeste Americano trouxeram consigo quilts que eram recordações preciosas e cobertas necessárias para o frio no novo continente. Mas, uma vez, um pequeno quilt que veio do Leste Americano tornou-se um símbolo de confiança e bondade entre estranhos.

Emma Bradbury, uma jovem viúva e sua filhinha, viajaram de trem de Connecticut a Ohio, e depois de descerem do trem, compraram uma carroça e seguiram viagem para o Kansas, onde moravam os pais de Emma. Era uma jornada perigosa para uma mulher fazer sozinha, mas Emma não era uma mulher comum. Viajando através do oceano de pastagens que eram as planícies do Meio-Oeste americano, um dia Emma avistou ao longe um índio solitário.

Bracelete Agulha

Ele atraiu a carroça de Emma em sua direção. Emma aproximou-se com um rifle nas mãos, tentando imaginar o porquê de aquele índio parecer tão agitado. Ele levou Emma e a carroça para um conjunto de árvores próximas, onde a esposa do índio estava quase dando à luz . Após Emma ter ajudado a índia a dar a luz a um menino saudável, ela enrolou o bebê em um pequeno quilt que ela havia feito como presente a seu sobrinho. Embora houvesse trabalhado longas horas nos pedaços vermelhos e amarelos daquele quilt, a necessidade daquela criança recém-nascida era imensa. Naquela noite, Emma cuidou daquela família de índios em sua carroça. “Por que eles estavam sozinhos?” – ela imaginava. De onde teriam vindo? Pela manhã o jovem índio guiou a carroça a uma aldeia próxima. O medo de Emma por estar cercada de índios logo desapareceu. Apesar da falta de uma língua em comum, ela entendeu a gratidão de todos.

A carroça logo estava carregada com presentes dos índios agradecidos, que a enviaram de volta a seu caminho com sorrisos nos lábios. Porém, antes de partir, Emma encontrou um pedaço de papel e escreveu seu nome e o nome da cidade para onde estava indo. Ela deu o papel ao jovem marido índio que ajudara, e que obviamente não entendeu nada. Conforme Emma se afastava com sua carroça, ela ficava pensando consigo mesma porque tinha feito aquilo.

Emma chegou ao Kansas em segurança. Ela casou-se de novo e criou uma família.

Um dia, mais de vinte e dois anos após sua aventura indígena, o marido de Emma grita seu nome do lado de fora da casa onde moravam, e trazia notícias de que um índio havia chegado à cidade com o nome dela escrito num pedaço de papel.

 

Quando Emma saiu à porta para falar com o marido, um jovem alto a cumprimentou. “Eu sou Águas Claras”, ele disse. “Se você é Emma Bradburry, então é a pessoa que me trouxe ao mundo. Agora, é justo que eu traga meu próprio filho para que você o veja.”O coração de Emma disparou enquanto ela pegava a criança em seus braços, porque o bebê estava enrrolado naquele pequeno quilt que ela havia feito tantos anos atrás.A família indígena havia cuidadosa e carinhosamente guardado aquele quilt como símbolo de bondade e de amor universal às crianças.”

História original contada por M. L. Kitsen, descendente de uma amiga de Emma Bradburry, Louise Christy.

Texto tirado do livro “Relax and Quilt” – traduzido e adaptado por Sonia Cazarim

Andreza Boal
Andreza Boal
Idealizadora da primeira grife focada em moda para costureiras e autora do blog tecendo sonhos a designer de moda e arte-educadora Andreza Boal, tem trabalhos e textos publicados em revistas do segmento têxtil e há 16 anos busca através das cores, desenhos, linhas, agulhas, tecidos, palavras e texturas, expressar e aprimorar sua criatividade.

3 Comentários

  1. Karla Maciel Cardoso disse:

    Gostaria de saber o valor desse cachecol lindooooo

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