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28/09/2018
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A história do Botão

Olhe agora para sua roupa. 

Talvez você veja um, ou mais botões. 

Em tempos de reivindicações de autorias você já se perguntou sobre quem inventou o botão?

Eu sou uma apaixonada pela historia das coisas, e quando desenhei o meu primeiro brinco botão, lá em 2015, comecei uma grande pesquisa sobre o assunto. 

Gosto de desenhar peças conceituais, e é aprendendo a história de cada item que eu consigo inserir as referências para as minhas inspirações. 

Faz parte do meu processo. 

Dia desses perguntei no storie se queriam que eu contasse a história de cada peça. 100% disseram que sim. Então, com vocês, a inspiração do Brinco Botão.

Ninguém sabe ao certo quem é o inventor dos Botões, nem exatamente quando ele foi inventado, sabe-se apenas que os primeiros objetos com a função de um Botão, eram conchas, pedras, ossos e gravetos que tinham algum tipo de buraco no centro. 

Na idade média os alfinetes, presilhas e fivelas eram objetos de extremo luxo, pretexto perfeito para a exposição de riquezas. 

Os gregos prendiam seus palios com broches de ouro, e no Império romano, as classes abastadas, prendiam à túnica à toga, geralmente com uma ornamentada agulha de prata. 

Foi apenas no século XII que começou de fato a fabricação de Botões. As versões esmaltadas, que imitavam pequenas peças de ouro ou pedras preciosas apareciam em grupos, e em muitos punhos. 

Tinham função ornamental, mas também substituam os galões, pompons, cordões e franjas de ouro, prata ou seda. 

Foi nesta mesma época que o Botão tornou-se um objeto de desejo, dando início a uma nova fase de modelação e fabricação com metais preciosos.

Logo apareceram os Botões forrados com tecidos de qualidade ou talhados em pedras preciosas; outros de vidro esculpido revestidos com tecidos nobres, para não machucar ou danificar as áreas mais íntimas.

Cada botão era fabricado à mão, e seus artífices se gabavam de nunca conseguir fazer dois iguais. Eram obras de arte nas mangas cuja as carreiras de botões cobriam a partir do cotovelo, sem outro fim que o de puro luxo e destaque. 

 

No século XVI, os botões continuavam sendo usados como distintivo de classe social e de nobreza.

Botões foram forrados com seda pura; botões de strass foram usados por senhoras de classe; botões de azeviche para damas de posição mais modesta.

Seu uso esteve tão associado ao luxo que no século XVIII, considerado o século da ostentação, não se fazia mais vestidos sem ricos botões.

Logo os botões apareceram também esculpidos em esmaltados, assim como eram portadores de pequenos retratos em miniatura. 

Os botões andaluzes encheram-se então de filigranas de ouro e prata, tornando-se obras de arte dos ourives cordobeses, considerados mestres universais do ofício.

O Botão, que chegou a ser objeto de barganha para combater a inflação, despencou seu status, e preço, ao sair de sua finalidade ornamental e se tornar um elemento funcional por volta de 1750. 

Descoberta a funcionalidade do Botão houve uma corrida dos fabricantes a usar materiais baratos, e a produzi-los em série. Tudo servia para elaborar botões: Madeira, osso, marfim, casco de animal ou noz de corozo.

Em 1805, o dinamarquês Bertel Sanders inventou um meio de unir mecanicamente dois pequenos discos de metal, nasceu então o botão de pressão. Isso barateou tanto o produto que começou a ser usado em trajes de lacaios, cocheiros e mordomos. 

Botões dourados invadiram a  confecção de todo o vestuário de trabalho. 

Foi nesta época que eles começaram a ser fabricados com níquel, zinco e alumínio. Logo depois vieram os botões de borracha, de resina, de casca de coco e mesmo botão de corno, material dos mais engraçados, pois diziam ser abundante.

Com a invenção do botão de pressão, e os preços lá no chão, praticamente desapareceram todos os olhares para os botões. Foi aí que ele passou de um objeto luxuoso para um simples botão. 

Em 1890, com a criação do zíper, os botões só sobreviveram porque os costureiras parisienses o resgataram para a função medieval de contribuir para o brilho do vestido, equilibrando sua perda de poder para a fabricação em massa, usando-o como dimensão estética na moda do início do século XX.

Com a evolução das máquinas e da própria moda hoje os botões são feitos com impressoras 3D, alguns são fabricados de materiais reciclados, e tem até botão que brilha no escuro. 

Já conhece a moda da 

#CostureiraVaidosa ? 

Aqui Botão é joia!

Aliás, é moda também!!

Pode escolher seu botao preferido!

Temos blusas, meias, brincos e cordões também!! 

É uma apaixonada por Botões também?!

Use sua paixão 🖤

Bjobjo

Andreza Boal

 

Algumas superstições sobre os botões.

Encontrar um botão branco de quatro furos dá tão boa sorte como encontrar um trevo de quatro folhas.

Não é bom prender um número par de botões ou vestir uma peça em que o total de botões seja divisível por dois.

Dá má sorte deixar que alguém costure um botão sobre a peça pôr do sol, a menos que se tenha um fio na boca, enquanto se realiza a costura ou o bordado.

Também dá má sorte olhar pelo furo de um botão que não seja o seu. 

Da azar costurar um botão de cabeça para baixo.

Do significado da palavra 

Botão • Tecla 

Tem origem francesa.

Botão, de boter = sair, brotar; emprega-se em castelhano desde o século XIII. Significa realçar.

Andreza Boal
Andreza Boal
Idealizadora da primeira grife focada em moda para costureiras e autora do blog tecendo sonhos a designer de moda e arte-educadora Andreza Boal, tem trabalhos e textos publicados em revistas do segmento têxtil e há 16 anos busca através das cores, desenhos, linhas, agulhas, tecidos, palavras e texturas, expressar e aprimorar sua criatividade.

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